Pedras e linha vermelha
Aproximadamente 0,3 x 0,3 x 8 m
Uma sequência de pedras alinhadas recebe uma linha vermelha contínua que percorre toda a instalação. Simples em sua forma, a obra faz emergir as marcas da violência e dos conflitos históricos que atingem territórios e populações. O desenho sobre as pedras sugere a passagem de um líquido vermelho, remetendo ao sangue, à guerra e às disputas persistentes associadas ao título da obra. Exposta ao tempo e às intempéries, a linha vermelha tende a desaparecer lentamente, sem jamais se apagar por completo. Como a memória das guerras e dos traumas coletivos, seus vestígios permanecem. Ao converter pedras e pigmento em crítica política, Geórgia expõe a persistência da violência e a dificuldade de cicatrizar as feridas da história.
Geórgia Kyriakakis
Ilhéus, Bahia, 1961
She currently lives and works in São Paulo
Artista, professora, mestre e doutora em Poéticas Visuais pela ECA-USP, dedica sua produção aos contrastes entre força e fragilidade, equilíbrio e instabilidade, observados na paisagem, na política, nas relações sociais e no mundo do trabalho. Baiana de Ilhéus, onde nasceu em 1961, está radicada em São Paulo.
