No dia 13 de outubro de 2026, às 16h, abriremos as portas do Museu da Memória, de Júlio Villani.
A obra nasceu das conversas de Villani com quem guarda lembranças e vínculos com a antiga Usina. Durante sua residência artística, o artista percorreu os espaços industriais, conversou com moradores e antigos trabalhadores, pesquisou arquivos e, a partir dessas trocas, começou a construir a ideia do Museu da Memória. Máquinas, ferramentas, objetos e vestígios encontrados pela Usina passaram a ser vistos não apenas como peças de um passado industrial, mas como portadores de memórias.
O resultado ocupa o antigo armazém de açúcar. Diversos objetos e maquinários da antiga Usina foram escolhidos, deslocados de seus usos originais e ressignificados por Villani, criando novas relações entre memória e presente.
Também fazem parte da instalação palavras e frases encontradas nas paredes e estruturas do antigo armazém, além de inscrições deixadas em objetos ao longo dos anos. Entre elas, estão marcas de diferentes momentos da própria Usina de Arte, incluindo frases que nasceram de oficinas e processos educativos realizados mais recentemente. Passado e presente passam, assim, a ocupar o mesmo espaço.
A escolha do antigo armazém de açúcar é parte essencial da obra. O lugar, que durante décadas foi espaço de trabalho, produção e convivência, hoje abriga uma criação que olha para o passado sem tentar encerrá-lo.
Na pesquisa de Júlio Villani, elementos do cotidiano são frequentemente transformados para criar novas relações e sentidos. Há também um aspecto lúdico em seu trabalho, uma brincadeira com os objetos e suas possibilidades, que convida o público a olhar para aquilo que conhece de uma maneira diferente. Na Usina, esse processo encontrou um território marcado por lembranças, objetos e histórias que continuam presentes no cotidiano de quem vive e trabalha aqui.
Com o Museu da Memória, Villani convida cada visitante a olhar novamente para esse lugar e perceber como aquilo que passou ainda pode encontrar novos sentidos no presente.
Inauguração
A inauguração é aberta ao público e contará com a presença do artista Júlio Villani, do curador da Usina de Arte, Marc Pottier, e dos idealizadores do projeto, Bruna e Ricardo Pessoa de Queiroz.
Museu da Memória
13 de outubro de 2026 | 16h
Antigo armazém de açúcar, Usina de Arte
Água Preta, Pernambuco

