Juliana Notari


Diva, 2020

Intervenção na paisagem em concreto armado, resina e pigmento
33 x 16 x 6 m

Escavada diretamente sobre um dos morros mais altos da Usina de Arte, Diva assume a forma de uma fenda monumental que pode ser lida simultaneamente como vulva e ferida. Com dimensões de 33 metros de comprimento, 16 m de largura e 6 m de profundidade, a obra converte o terreno em superfície de inscrição de conflitos históricos, sociais e corporais. A intervenção interliga-se diretamente aos rastros da monocultura da cana-de-açúcar e às suas camadas de exploração do território e dos corpos. Diva opera como uma imagem de ruptura, com uma presença que reorganiza a percepção do lugar e torna visível aquilo que foi historicamente soterrado.

Biografia


Juliana Notari
Recife, Pernambuco, 1975
Vive e trabalha em Recife, Brasil

Doutora em Artes Visuais pela UERJ, a artista e pesquisadora recifense tem atuação multidisciplinar, trabalhando com performance, instalação, intervenção, vídeo, fotografia, desenho e objetos. Sua produção investiga relações de gênero, sexismo, sexualidade, corpo, violência, história e poder. Em suas obras, busca trazer à superfície temas, desejos e traumas que a sociedade tende a reprimir ou transformar em tabu.

15 de outubro

Lançamento Livro 10 anos de Usina de Arte

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