Texto em néon verde
0,8 x 18 m
Instalada no topo da antiga destilaria da Usina Santa Therezina, a obra reproduz uma frase escrita pelo filósofo italiano Antonio Gramsci durante seu período de prisão sob o regime fascista de Benito Mussolini: “O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”. Ao transformar a reflexão política em um letreiro luminoso de 18 metros de extensão, Alfredo Jaar converte palavra, luz e arquitetura em um comentário sobre os tempos de crise e transição. Na Usina de Arte, a obra adquire uma dimensão particular ao ocupar uma estrutura ligada à história da economia açucareira da Zona da Mata pernambucana. Entre a memória industrial do passado e as incertezas do futuro, o néon de Jaar funciona como um alerta permanente sobre as disputas que marcam cada mudança de época.
Alfredo Jaar
Santiago, Chile, 1956.
Vive e trabalha em Nova York, EUA.
Artista, fotógrafo, arquiteto e cineasta nascido em Santiago (Chile) e radicado em Nova York. Amplamente exibido no circuito internacional, seu trabalho investiga poder, violência, desigualdade e silenciamentos, revelando o que permanece oculto em contextos autoritários e em disputas políticas, sociais e culturais.
