Alfredo Jaar


Claro-escuro (chiaroscuro),
2015-2023

Texto em néon verde
0,8 x 18 m

Instalada no topo da antiga destilaria da Usina Santa Therezina, a obra reproduz uma frase escrita pelo filósofo italiano Antonio Gramsci durante seu período de prisão sob o regime fascista de Benito Mussolini: “O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”. Ao transformar a reflexão política em um letreiro luminoso de 18 metros de extensão, Alfredo Jaar converte palavra, luz e arquitetura em um comentário sobre os tempos de crise e transição. Na Usina de Arte, a obra adquire uma dimensão particular ao ocupar uma estrutura ligada à história da economia açucareira da Zona da Mata pernambucana. Entre a memória industrial do passado e as incertezas do futuro, o néon de Jaar funciona como um alerta permanente sobre as disputas que marcam cada mudança de época.

Biografia


Alfredo Jaar
Santiago, Chile, 1956.
Vive e trabalha em Nova York, EUA.

Artista, fotógrafo, arquiteto e cineasta nascido em Santiago (Chile) e radicado em Nova York. Amplamente exibido no circuito internacional, seu trabalho investiga poder, violência, desigualdade e silenciamentos, revelando o que permanece oculto em contextos autoritários e em disputas políticas, sociais e culturais.

15 de outubro

Lançamento Livro 10 anos de Usina de Arte

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