Escultura e rádio comunitária. Corpo em aço com 6 metros de diâmetro e 10 metros de altura, encimado por uma haste quesimula uma antena.
Instalada suspensa do solo, apoiada sobre bases de concreto.
6 metros de diâmetro x 10 metros de altura
Ao mesmo tempo escultura e emissora de rádio, a obra ocupa um território particular entre arte e comunicação, ultrapassando a condição de objeto para tornar-se uma plataforma de circulação de vozes e histórias da comunidade de Santa Therezina. O trabalho examina as possibilidades poéticas do rádio, deslocando-o do campo estritamente informativo para o universo das artes visuais e da experiência estética. Paulo Meira propõe um trabalho que não se realiza apenas pelo olhar, mas também pela atenção ao que é ouvido. Ao veicular programas produzidos pela comunidade, a rádio amplia as formas de participação e constrói um espaço de escuta e troca coletiva, no qual a comunicação também se torna insumo artístico.
Paulo Meira
Arcoverde, Pernambuco, 1966
Vive e trabalha em Belém, Pará
Formado em design industrial e programação visual pela UFPE, Paulo Meira nasceu em Arcoverde, Pernambuco, e vive em Belém, no Pará. Concebe instalações em que junta objetos de união improvável, altera escalas e desloca funções. Sua pesquisa recente volta-se ao som, à escuta e às possibilidades do rádio no campo das artes visuais.
