Três esculturas em aço corten
2,5 x 1,5 x 1,5 m cada
As três esculturas de Natureza como Matéria nascem de uma investigação que acompanha há décadas a trajetória de Carlos Vergara: a observação dos processos naturais como agentes de ressignificação. Produzidas em aço corten, material cuja oxidação modifica continuamente sua superfície, as obras recusam a ideia de forma fixa ou acabada. Como organismos vivos, estão em constante mutação, registrando a passagem do tempo em sua própria matéria. As esculturas estabelecem uma relação direta com o parque botânico e com a história do lugar. Suas formas orgânicas – que lembram folhas, sombras ou estruturas vegetais – parecem emergir da própria terra, mesclando o aço com a vitalidade da natureza.
Carlos Vergara
Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil, 1941
Vive e trabalha no Rio de Janeiro
Um dos nomes centrais da arte contemporânea brasileira desde os anos 1960, o artista gaúcho pauta sua produção pelo diálogo entre arte e território. Sua obra passa pela pintura, fotografia, instalação e escultura, com atenção às marcas do tempo e às formas de percepção do espaço. É conhecido como um dos principais representantes do movimento artístico da Nova Figuração no Brasil.
