Instalação arquitetônica e paisagística com alvenaria e vegetação viva
Concebida como uma arquitetura labiríntica progressivamente coberta por plantas, a obra foi pensada para desaparecer lentamente na paisagem, tornando-se um “não lugar” quase invisível. Inspirado na tradição dos eremitas, indivíduos que escolhem o isolamento como forma de dissidência e liberdade, Márcio Almeida cria um espaço destinado à contemplação, ao ócio e à experiência individual. A cada ano, a vegetação modifica sua aparência, fazendo da passagem do tempo parte integrante do trabalho. No antigo território de cultivo da cana e fabricação do açúcar, a instalação propõe uma inversão simbólica. Em vez de exigir produtividade, oferece ao visitante um lugar de pausa e introspecção.
Márcio Almeida
Recife, Pernambuco, Brasil, 1963
Vive e trabalha no Recife, Brasil
Com trajetória iniciada nos anos 1980, o artista multimídia vive no Recife, sua cidade natal. Desenvolve trabalhos em pintura, desenho, gravura, objeto, fotografia, vídeo, instalação e intervenção urbana, abordando deslocamentos, transitoriedade, modos de ocupação do espaço e questões geopolíticas.
